CTRL+01 – Movimentando com voz e cor

É chegada a hora de publicar meu primeiro experimento! Este experimento foi feito baseado em uma observação teórica, que em breve deve se apresentar como um artigo, ou pelo menos um texto que está em fase de desenvolvimento.  

O processo é o seguinte: o interator se movimenta na frente da tela e o trajeto de seu rosto vai sendo desenhado. O som ambiente, seja a voz ou qualquer ruido influencia neste desenho, aumentando os circulos coloridos e diminuindo o branco. Ou seja, o interator desenha com seu corpo e voz.

O experimento é um sketch de Processing que usa o detector de faces da librarie OpenCV para trackear o movimento do interator diante da tela. Quando uma face é detectada (e pode ser mais de uma ao mesmo tempo) o sketch cria um desenho  estipulado por código. Porém, este desenho é sensível ao som detectado pelo microfone através da librarie Minim.

Este processo de remediação das mídias anteriores foi notado por Marshall Mcluhan: “O conteúdo de uma mídia é sempre uma mídia anterior”. Isto pode ser observado em um nível básico da informática em que sistemas operacionais são baseados em objetos de escritório: a pasta, a lupa, o arquivo, a lixeira; quanto em softwares de criação e manipulação de imagens, e portanto da arte digital, em que as ferramentas são o pincel, o lápis, a borracha, etc, e até mesmo em seus acessórios como as mesas digitalizadoras(tablets) que utilizam canetas ‘digitais’. “A mídia digital quer se apagar para que o usuário permaneça na mesma relação com o conteúdo como se estivesse utilizando a mídia original.” (BOLTER & GRUSIN). Desta forma, desenvolvi uma forma de criação de imagens através do computador que não está relacionada a mídias analógicas, mas a um conceito de “corpo como mídia viva”, desenvolvido por Hans Belting. Fica aí uma dica do artigo que vem por aí…

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Kinect Graffiti – Jean Christophe Naour

Jean Christophe Naour é designer francês com vasta experiência em desenvolvimento de peças interativas. Seu aplicativo mais recente é o Kinect Graffiti que desenvolve ilustrações em 3D.

O diferencial desta ferramenta para as outras desenvolvidadas de “Grafite Virtual” é justamente a profundidade disponibilizada pelo Kinect, que permite esta tridimensionalidade.

O que me chamou atenção neste projeto foi o desenvolvimento visual, que está bem mais desenvolvido do que a maioria dos trabalhos que eu vejo em arte e tecnologia. Além, de já estar bem avançado na captação do fluxo e da aceleração do movimento, gerando visualizações fluidas.

É legal ver também o vídeo de teste utilizando Processing e mouse, tem vários tipos de “brushes”.

Kinetic Traces – Entropy de Petronio Bendito

Petronio Bendito é brasileiro, paraibano e dá aulas na Purdue University em Lafayette, EUA. Sua pesquisa explora a cor, dança e interatividade.

Seu trabalho mais recente, abril de 2011, é Kinetic Traces – Entropy foi desenvolvido com Carol Cunningham. A obra investiga a expressão do deslocamento do centro de massa do corpo humano, abordando o conceito de entropia (quantidade de energia que se perde com o movimento) e seu potencial expressivo na geração de desenhos do movimento, criados a partir da mediação da dança pela tecnologia digital.