Um banco de movimentos

Motion Bank is a project that aims to share motion capture data from choreographys online. They believe that data visualization can show invisible aspects of the dance.
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Já tivemos no nosso blog, vários trabalhos de visualização de dança, como por exemplo, Forms e um dos precursores da captura de movimento Ghostcatching, porém o vídeo a seguir faz parte de um projeto maior. Motion Bank procura criar uma biblioteca digital de coreografias em que os dados da captura estejam disponibilizados online. O projeto também prevê a criação de aplicativos que auxiliem no ensino da dança e mostrar através das visualizações aspectos invisíveis dos movimentos. Recentemente lançaram o primeiro video baseado em uma das coreografias que farão parte do banco. Assista a seguir “No time to Fly” de Deborah Hay.

O interesse de visualizar a dança já acompanha William Forsythe, coreógrafo e coordenador do projeto, desde o seu projeto Synchronous Objects que ilustra o video trailer da nova empreitada do coreógrafo americano. É interessante ressaltar que o projeto de Forsythe abrange os dados e as capturas, mas se destacam pelo contexto coletivo, da dança como um todo, na relação estabelecida no movimento entre os dançarinos. Entenda mais sobre o projeto Motion Bank no video a seguir.

Motion Bank trailer 2012 (en) from motionbank on Vimeo.

Fonte: Creator’s Project

Escultura dinâmica – Unnamed Soundsculpture

  

Unnamed Soundsculpture is a video-dance-sound-sculpture created by Daniel Franke & Cedric Kiefer. They captured a dancer by three different angles to create a dinamic virtual sculpture that is constantly recreating itself from different moments of the body movement. 


 
O projeto ‘Unnamed Soundsculpture’ de Daniel Franke & Cedric Kiefer cria uma escultura dinâmica a partir da relação entre o movimento e o som. Uma escultura comprometida com o processo de reconstrução permanente através da constante atualização de diferentes ângulos de um corpo dançante. As partículas se fixam e escorrem a partir deste corpo inconstante, que subitamente se desintegra e se reconstrói a partir de um outro estado do movimento.

Solicitaram a uma dançarina para uma forma de visualização da música através de seu corpo, ou uma dança que estivesse intimamente relacionada a sonoridade da música. Esta performance foi capturada por três kinects simultaneamente e depois composta em através de computação gráfica para uma visão completa do corpo, visto que um kinect só permitiria a visão espacial de um único ponto de vista. O vídeo making off pode ser visto a seguir.

Este trabalho dialoga de certa forma com um trabalho anterior de Daniel Franke com Andreas Fischer. O videclipe da musica We are the World(Not in Death) em que após dançar por alguns minutos a imagem do dançarino começa a se deformar gradualmente, passando de um leve “motion blur” (efeito ótico para movimentos muito rápidos em que não conseguimos ver o objeto nitidamente) até uma desconfiguração espacial completa de seu corpo em movimento.

Luz no corpo

Uma forma muito interessante de se evidenciar a trajetória de um movimento é com focos de luz em um membro do corpo só. Hoje estou trazendo dois trabalhos que utilizam luz de formas diferentes.

O primeiro é o Lightning Choreographer de Minoru Fujimoto que acopla ao corpo dos dançarinos várias luzes de led.Fica muito interessante o efeito. Imagino como seria naquelas fotos de Light Trace.

A seguir pode ser visto o vídeo sobre o sistema criado para execução dessas coreografias de luz. A equipe desenvolveu uma roupa que encorporasse os leds e um software para controle da cor, disposição que ainda permite o controle em mais de um dançarino, um verdadeiro sistema de autoria. O desenvolvimento do projeto aplicado em uma coreografia com 8 dançarinos pode ser visto aqui.

O segundo é uma animação que utilizou motion-capture para o movimento humano e em cada segmento do corpo é um foco de luz, sendo a cabeça o principal em que ilumina a visão do dançarino.

Unsquare Dance – Ana Livia Cordeiro

Ana Livia Cordeiro é dançarina, coreógrafa e arquiteta. Desde a década de 70 demonstra interesse pela relação das novas mídias com a dança. Inicialmente, seu trabalho explorava a vídeo dança e mais recentemente se aproxima da computação gráfica. A partir da década de 80, Ana desenvolve pesquisa com notação dos movimentos humanos, através da visualização de suas trajetórias. A primeira etapa foi desenvolver um software que reconhecesse o movimento e gerasse  visualizações lineares simples, o software livre Nota-anna foi disponibilizado em 1996.

Seu trabalho mais recente, Unsquare Dance, foi desenvolvido em 2007 com co-autoria de Luiz Velho no Instituto de Matemática Pura e Aplicada, procura demosntrar a “riqueza do movimento humano natural”, através de novo software X-motion/Choreographism. Este novo software que contou com colaboração da designer Alice Bodanszky, possibilita a produção de diferentes visualizações que podem ser manipuladas em tempo real, contribuindo para uma nova expressão artística do movimento. O relatório desenvolvido por Alice é excelente para quem está procurando compreender estes processos de captura do movimento.

É importante ressaltar o caráter coletivo desta criação que é essencial ao desenvolvimento de obras de arte e tecnologia.

Unsquare Dance

Making Off