Striptease: a cor do corpo

striptease2‘Striptease’ is a video art that reveals a body. Striptease by Tony Linkson brings the nudity subject in a very poetic way. Linkson plays with our eyes and fantasies through the rhythm and color in fragmented body composition. The video sustains the body as an object of desire without using obvious shapes and cliche body parts. ‘Striptease’ brings the nudity in a color tension, slowly taking over the video, the skin color.

 

‘Striptease’ é um video que expõe o revelar de um corpo. A constante abordagem da nudez na arte ainda hoje é algo que sempre me faz refletir. Sempre que presencio uma obra de arte atual que utilize nudez, seja fotografia, pintura, performance ou até artes cênicas me questiono sobre a gratuidade daquela exposição do corpo. Sem generalizações, é preciso constatar que a nudez já não é algo tão surpreendente ou tão pouco chocante tanto quanto em outros tempos. Porém, o video Striptease de Tony Linkson nos traz o tema da nudez de uma forma muito poética. Através da composição e fragmentação do corpo, Linkson instiga o olhar e as fantasias diante do ritmo e da cor das imagens. O video sustenta o corpo como objeto de desejo, sem, no entanto, utilizar formas óbvias e lugares clichês. Striptease, traz a nudez e a fantasia em uma tensão de uma cor, que lentamente vai tomando conta do vídeo, a cor da pele.

Striptease (2008) from Tony Linkson on Vimeo.

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CTRL+01 – Movimentando com voz e cor

É chegada a hora de publicar meu primeiro experimento! Este experimento foi feito baseado em uma observação teórica, que em breve deve se apresentar como um artigo, ou pelo menos um texto que está em fase de desenvolvimento.  

O processo é o seguinte: o interator se movimenta na frente da tela e o trajeto de seu rosto vai sendo desenhado. O som ambiente, seja a voz ou qualquer ruido influencia neste desenho, aumentando os circulos coloridos e diminuindo o branco. Ou seja, o interator desenha com seu corpo e voz.

O experimento é um sketch de Processing que usa o detector de faces da librarie OpenCV para trackear o movimento do interator diante da tela. Quando uma face é detectada (e pode ser mais de uma ao mesmo tempo) o sketch cria um desenho  estipulado por código. Porém, este desenho é sensível ao som detectado pelo microfone através da librarie Minim.

Este processo de remediação das mídias anteriores foi notado por Marshall Mcluhan: “O conteúdo de uma mídia é sempre uma mídia anterior”. Isto pode ser observado em um nível básico da informática em que sistemas operacionais são baseados em objetos de escritório: a pasta, a lupa, o arquivo, a lixeira; quanto em softwares de criação e manipulação de imagens, e portanto da arte digital, em que as ferramentas são o pincel, o lápis, a borracha, etc, e até mesmo em seus acessórios como as mesas digitalizadoras(tablets) que utilizam canetas ‘digitais’. “A mídia digital quer se apagar para que o usuário permaneça na mesma relação com o conteúdo como se estivesse utilizando a mídia original.” (BOLTER & GRUSIN). Desta forma, desenvolvi uma forma de criação de imagens através do computador que não está relacionada a mídias analógicas, mas a um conceito de “corpo como mídia viva”, desenvolvido por Hans Belting. Fica aí uma dica do artigo que vem por aí…