Conversas na Noite de Lara Seidler


“Conversations at Night” is a spectacle, by Lara Seidler, that invites the public to mingle with the dancers and integrate the scenic area. The show takes place in a dark room where the only light sources are small flashlights attached to the public’s arm.
 

Hoje, trago a vocês o trabalho de Lara Seidler, que defendeu doutorado há pouco mais de um mês lá na EBA-UFRJ, em Poéticas Interdisciplinares. Lara é dançarina, coreógrafa e professora e desenvolveu ao longo de sua pesquisa o espetáculo Conversas na Noite em que busca explorar os estados oscilatórios de “Dancidade”.

“Conversas na Noite” é um espetáculo que convida o público a conviver com os bailarinos e integrar o espaço cênico. O espetáculo se dá em uma sala escura em que os únicos focos de luz são pequenas lanternas distribuídas para serem fixadas ao braços de parte do público. O espetáculo é dividido em três fases. Inicialmente, entramos em uma sala escura. Todos nós corpos observadores. Neste momento todos são potencias corpos dançantes, todos fazem parte do espetáculo, vagueamos o olhar/luzes em busca de um movimento que se destaque. Aos poucos respirações são amplificadas e descobrimos gradualmente os bailarinos, que são poucos entre o público. A partir daí a coreografia propriamente dita se desenvolve (apesar de ser majoritariamente improvisada). A dança ainda é explorada junto a objetos cênicos como cadeiras. Por fim, se estabelece o diálogo, quando os dançarinos procuram provocar parte do público que carrega as pequenas lanternas nos braços, buscando ainda integrar o resto do público neste jogo. A luz atua como uma fonte de energia para os corpos dançantes.

O trabalho de Lara é de uma sensibilidade incrível, realmente envolvente, muito difícil explicar para quem não participou da experiência. Através do contraste da penumbra e das pequenas frestas de visibilidade, surge a oportunidade para o acaso e para uma viagem através do movimento do corpo, nas palavras da artista, “para aparecimento daquilo que não se pode ver, mas se pode sentir”.

Deixo aqui alguns dos registros da experiência, mas fica a dica, se tiverem oportunidade de assistir, não percam. E para quem quiser saber mais sobre este trabalho, que gerou ainda uma parceria com Leonel Brum, está disponível nos ANAIS do #10ART um artigo dos dois sobre o trabalho.

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